O
secretário de comunicação do PT Nacional
afirma que esta posição é restrita
a uma parcela dos filiados e é o reflexo perverso
da campanha municipal do ano passado, quando o partido
tomou atitudes equivocadas quando decidiu se aliar a Aécio
Neves para eleger o atual prefeito de Belo Horizonte.
“Mas não, o PT não 'tucanou'. Como
mostra a pesquisa citada na matéria, contando os
filiados de todo o estado, a Dilma tem vantagem sobre
o governador”, rebate.
Leia, abaixo, entrevista com o candidato que fala na importância
da militância e da proximidade com a sociedade para
o sucesso das eleições de 2010 e manda um
recado a todos os filiados. “Não podemos
e não vamos perder de novo a nossa identidade”.
Site: Gleber,
uma nota publicada na coluna Em Dia com a Política,
do jornal Estado de Minas revela que parte dos petistas
de Belo Horizonte votaria em Aécio para a presidência.
O que você acha disso?
Gleber: Sinceramente, acho isso muito preocupante.
Afinal, essa posição parece ser reflexo
da campanha municipal do ano passado, quando o partido
tomou atitudes equivocadas, principalmente no que diz
respeito à aliança com Aécio Neves
para eleger o prefeito de Belo Horizonte. O PT, na época,
não teve capacidade para construir uma candidatura
própria e devido a erros de gerência do
partido, acabamos abrindo mão da cabeça
de chapa e perdemos não só a eleição,
mas um pouco da nossa identidade.
Site:
Será que, como diz o colunista do jornal Estado
de Minas, o PT de BH “tucanou”?
Gleber: De forma alguma. Como já disse,
o processo de equívocos é restrito a uma
parcela dos filiados. Os mesmos filiados que talvez
não se alinhem tão fortemente à
história do Partido dos Trabalhadores. Mas isso
não é culpa deles. Isso me parece ter
sido resultado de um equívoco na gestão
do PT no Estado, que preferiu dar maior relevância
a projetos pessoais em detrimento ao projeto coletivo
que é marca do partido desde a sua fundação.
O resultado foi uma aparente vitória na capital
mineira e uma real perda de identidade e união
do PT em Minas. Mas não, o PT não “tucanou”.
Como mostra a pesquisa citada na matéria, contando
os filiados de todo o estado, a Dilma tem vantagem sobre
o governador.
Site:
Então o PT de Minas estará unido com Dilma?
Gleber: Eu não tenho dúvida
disso. Mesmo que parte dos petistas, principalmente
os recém chegados ao partido, insistem em se
aproximar do nosso adversário histórico,
parece que precisamos rever algumas coisas. Acho que
o tempo será encarregado de mostrar a eles que
essa é uma decisão, no mínimo,
contraditória. Mas a maioria dos militantes petistas
está com Dilma, eu repito, e as urnas vão
mostrar isso em 2010.
O trabalho impecável que o presidente Lula está
fazendo na área social em todo o Brasil nos motiva
a investir na continuidade desse projeto. E é
esse mesmo trabalho que deve ser implantado em Minas.
O Estado está carente de investimentos na área
social. Por isso, as condições são
favoráveis também para a eleição
de Patrus Ananias para o governo do Estado. É
ele, Patrus, o ministro do Desenvolvimento Social, responsável
por parte importante das políticas sociais do
governo Lula. Ele trabalha com o presidente, já
foi prefeito da capital e candidato ao governo de Estado.
Ou seja, conhece as necessidades de Minas e sabe como
resolvê-las.
Site:
E o trabalho da militância no processo eleitoral,
como fica?
Gleber: Historicamente, a militância
e a proximidade com a sociedade é o que existe
de mais importante no PT. Daí responsabilidade
de nos unirmos. Cada militante deve mostrar àqueles
que têm um olhar equivocado, que o PT é
muito mais importante que o interesse individual de
alguns políticos. Não podemos e não
vamos perder de novo a nossa identidade. A experiência
já provou que alianças não podem
significar perda de rumos. Então, eu agora convoco
a todos. Vamos, desde já, construir o PT que
a gente quer, forte em Minas e no Brasil. Vamos trabalhar
juntos para eleger Dilma presidente e Patrus governador.
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