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6 de novembro de 2017 às 17h27

“Vamos virar o jogo”, afirma Lula para mais de 10 mil pessoas em BH

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    Diante de uma multidão vibrante e emocionada de mais de 10 mil pessoas na Praça da Estação, em Belo Horizonte, o ex-presidente Lula encerrou na segunda-feira a Caravana de oito dias por mais de 1.700 km nas estradas mineiras. “Vamos virar o jogo e trazer a democracia de volta, fazer com que o povo pobre, a classe média e os pequenos empresários voltem a acreditar neste País”, afirmou Lula. “Espero que os mineiros estejam na frente de batalha pra gente vencer essa briga” completou, no longo discurso em que esbanjou energia e vigor e sintetizou as diversas mensagens que deixou nas 21 cidades visitadas pela Caravana. Defendeu a educação como pilar para o desenvolvimento, contou episódios emblemáticos da história do Brasil, rechaçou os golpistas e a venda do patrimônio brasileiro, reafirmou sua disposição para se candidatar e a proposta de um referendo para revogar as medidas do governo Temer. 

     

    O caminho do Golpe – O Ato político e cultural em Belo Horizonte teve a presença da ex-presidenta Dilma, do Governador Fernando Pimentel, do senador Lindbergh Faria, deputados federais e estaduais, vereadores, movimentos sociais e artistas. “Sempre que tivemos democracia nós avançamos. Isto ocorreu em quatro eleições. Derrotados tantas vezes, só restava a eles o caminho que sempre usaram no Brasil, o caminho do golpe”, afirmou Dilma.

     

    Milhões de Lulinhas – Lula destacou que o Brasil demorou quatro séculos para ter sua primeira Universidade, implantada no Rio de Janeiro em 1920, evidenciando o descaso e a perversidade da elite política brasileira em relação à educação do povo, ao fomento da pesquisa e formação de uma Nação soberana. “Não pensem que descobrimos o Pré Sal por sorte, e sim porque investimos pesado em pesquisa”, contrapôs, e citou ainda a interiorização das universidades e institutos tecnológicos nos governos do PT.

     

    “Toda vez que a direita resolve usurpar o poder, a primeira coisa que faz é destruir moralmente seus adversários”, disse Lula. Lembrou Getúlio Vargas, Jango e, visitando a história de Minas, destacou Juscelino Kubtschek, como foi perseguido e acusado de corrupção. “Talvez eu seja tão paciente quanto o JK”, disse. Citou também Tiradentes: “Eles mataram a carne mas não mataram os ideais da Independência”, concluiu. O ex-presidente disse que Lula, que incomoda tanta gente, hoje é também uma ideia. “Todos vocês são milhões de lulinhas que querem mudar esse país”.



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