Debates em BH começam na terça-feira
Será aberta nesta terça-feira, às 9 horas
da manhã, no Plenário da Assembléia Legislativa,
a Audiência Pública para debater o Plano Plurianual
de Ação Governamental (PPAG 2008/2001), que
definirá o planejamento e orçamento de Minas
Gerais para os próximos quatro anos. O deputado André
Quintão, presidente da Comissão de Participação
Popular, participa da abertura dos trabalhos e coordenará
a plenária final, no dia 8. Durante
três dias, movimentos sociais, conselhos e sindicatos
vão discutir os 57 projetos estruturadores do PPAG
com os parlamentares, secretários de Estado e técnicos
do Governo. As propostas das entidades e cidadãos
ao PPAG serão apresentadas como emendas populares,
através da Comissão de Participação
Popular. Haverá Grupos de Trabalho divididos por
temas, como Protagonismo Juvenil, Redução
da Pobreza e Inclusão Produtiva, Desenvolvimento
e Inovação Tecnológica, Defesa Social,
Educação, Qualidade Ambiental, saúde,
entre outros.
Na
quinta-feira, dia 8, às 14 horas, acontece a Plenária
Final, quando serão apresentadas as propostas dos
grupos de trabalho, para serem encaminhadas às Comissões
de Participação Popular e de Fiscalização
Financeira e Orçamentária. Se aprovadas, as
emendas serão incorporadas ao PPAG.
Os
interessados em participar dos debates, que ainda não
fizeram sua inscrição, podem entrar em contato
com o telefone (031) 2108 5170.
Clique
aqui para ver toda a programação
Audiências
regionais apresentaram 146 propostas
O desenvolvimento regional do Estado já foi objeto
de audiências públicas durante a semana passada
em três regiões: Zona da Mata, Triângulo
Mineiro e Vale do Jequitinhonha e Mucuri, em debates centrados
nas questões mais identificadas com cada uma delas.
Em
Araçuaí cerca de 250 pessoas, representando
22 municípios, participaram da Audiência. No
total, foram apresentadas 51 propostas, entre elas, a ampliação
de recursos para o suporte tecnológico e capacitação
profissional na região e o acompanhamento social
na rede educacional. Outra proposta diz respeito ao controle
da atividade minerária, o fomento do desenvolvimento
econômico e da agricultura familiar.
A
audiência em Juiz de Fora, na Zona da Mata, reuniu
180 pessoas de 18 municípios da região e resultou
em 61 propostas. Escola em tempo integral, ensino profissionalizante,
recursos para o Parque Tecnológico de Juiz de Fora
e a transformação do Aeroporto Regional em
pólo para transporte de cargas foram algumas delas,
encaminhadas ao presidente da Comissão de Participação
Popular, André Quintão. Todas serão
apreciadas pela Comissão.
No
Triângulo Mineiro, a Audiência aconteceu em
Frutal, reunindo mais de cem pessoas de nove municípios
da região, entre prefeitos, vereadores, líderes
comunitários e estudantes. Ao final, foram feitas
34 propostas, como a construção ou melhoria
de rodovias, a implantação de casas-abrigo
para mulheres vítimas de violência e de um
centro de apoio a idosos, a ampliação da merenda
escolar para o ensino médio e incentivo para atrair
empresas sobretudo na área de biodiesel. |
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André
contesta proposta do Governo Aécio para OCIPS
O
deputado André Quintão fez duras críticas,
em plenário, ao Projeto de lei 1.583/07 do Governador
Aécio Neves, que altera a legislação
que regulamenta as Organizações da Sociedade
Civil de Interesse Público, as OCIPs. O projeto foi
aprovado pela Comissão de Constituição
e Justiça da Assembléia. André solicitou
audiência pública conjunta para debater o tema
nas Comissões de Participação Popular
e Administração Pública. A solicitação
foi aprovada e ainda será definida a data.
As
OCIPs são pessoas jurídicas de direito privado,
com as quais o poder público estabelece parcerias
– repassando recursos e responsabilidades - para que
elas atuem nas mais diversas atividades, como meio ambiente,
desenvolvimento social, saúde, educação,
etc. Ao contrário das ONGs, elas podem remunerar
seus diretores e ter fins lucrativos.
Para
André, o projeto do governador surpreende, tendo
em vista a lei já aprovada em 2003, que prevê
mecanismos de controle social dos projetos realizados com
as OCIPs. Agora, a proposta extingue a exigência de
dois anos de funcionamento para qualificação
como OCIP, enfraquece a auditoria externa dos recursos públicos
aplicados, retira o acompanhamento pelos conselhos das respectivas
áreas, dispensa o processo de seleção
para o poder público estabelecer a parceria. Por
que extinguir tudo isso?, questiona o deputado, lembrando
que a maioria das OCIPs, entidades sérias, poderão
ser prejudicadas nos trabalhos que desenvolvem com o poder
público, na medida em que o projeto abre possibilidades
para que eventuais entidades inescrupulosas se credenciem
e utilizem o dinheiro público em benefício
particular. |