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Boletim Eletrônico Semanal • Edição n° 168 • 17/12/2010....
 

Emendas populares aprovadas impactam orçamento em R$20,7 milhões

Na última sexta-feira, foi finalizada pela Assembleia Legislativa a votação em plenário do Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e do Orçamento de 2011, incorporando emendas da Comissão de Participação Popular oriundas das audiências públicas do PPAG, sendo 82 ao PPAG e 60 ao Orçamento. Nesse processo, foram mobilizados pela CPP recursos no valor de R$ 20.711.188,17.

Resultantes de propostas apresentadas em audiências públicas, as emendas integram esforço que reuniu mais de 800 participantes, que apresentaram 362 propostas, abrangendo políticas públicas como educação, saúde, assistência social, meio ambiente, segurança, direitos das crianças e adolescentes, entre outras. Para André Quintão, presidente da Comissão de Participação Popular, o processo de planejamento participativo, iniciado em 2003, tem se solidificado e demonstrado que os movimentos organizados, instituições, prefeituras, sindicatos estão cada vez mais organizados pelas políticas essenciais à sua comunidade, bairro, rua, cidade. “De forma transparente, democrática, a participação popular foi vitoriosa mais uma vez. Cada uma das propostas transformadas em emenda foi exaustivamente negociada, em um processo em que prevaleceu o interesse público, o interesse das regiões de Minas, manifestado nas sugestões recolhidas nas audiências públicas em todo o Estado”, afirmou André.

Entre as emendas aprovadas estão melhoria do atendimento hospitalar com reforma ou construção de unidades, ofertas de mais serviços e aquisição de equipamentos; atendimento da Escola Família Agrícola; formulação do Plano Estadual Interdisciplinar sobre drogas e capacitação de profissionais envolvidos; promoção de políticas e ações para os povos indígenas e quilombolas.

André considerou todas as ações fundamentais e citou algumas propostas altamente relevantes, como a mudança na política do Copanor – que passa agora também a atender comunidades rurais com até 200 habitantes. “Quem conhece bem as regiões do Jequitinhonha e do Mucuri sabe que a divisão espacial, nos municípios integrantes do semiárido, muitas vezes é composta por pequenas comunidades, de 30 a 40 famílias. Portanto, têm número inferior aos 200 habitantes, critério da Copanor, e não têm o direito básico e nem o acesso ao abastecimento humano de água. Essa mudança significará um passo importante rumo a condições dignas de vida a essas pessoas”.

Neste ano, as audiências públicas do PPAG foram realizadas em Itapagipe, no Triângulo Mineiro; em São João Nepomuceno, na Zona da Mata; em Itaobim, no Vale do Jequitinhonha; e a plenária final em Belo Horizonte.

Veja abaixo alguns dos valores aprovados
ao PPAG e ao Orçamento por áreas:

ENTIDADE VALOR
Saúde (melhoria do atendimento hospitalar com reforma
ou construção de unidades)
R$ 4.380.000,00
SUAS (estruturação dos CRAS) R$ 310.000,00
Cultura (promoção da cultura do Vale do Jequitinhonha) R$ 540.000,00
Educação (atendimento Escola Família Agrícola
e infraestrutura de escolas)
R$ 1.676.539,00
Segurança Alimentar (apoio e incentivo à comercialização
dos produtos da agricultura familiar para alimentação escolar)
R$ 1.500.000,00
Copa 2014 (elaboração de plano de sustentabilidade
social da Copa 2014)
R$ 10.000,00
Políticas sobre Drogas (formulação do Plano Estadual Interdisciplinar sobre Drogas e capacitação de profissionais) R$ 180.000,00
Meio Ambiente (monitoramento eletrônico do transporte de carvão vegetal e Bolsa Verde) R$ 700.000,00
Criança e Adolescente (erradicação do trabalho infantil e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes) R$ 1.650.000,00
Promoção povos indígenas e quilombolas R$ 1.309.000,00
Lixo e Cidadania/População de rua (apoio às cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis) R$ 1.500.000,00
Apoio aos Municípios (abastecimento de água nas comunidades ruais com até 200 habitantes no Vale do Jequitinhonha) R$ 530.000,00



 

SUAS pode ser
lei em Minas

As famílias e indivíduos que estão em condição de vulnerabilidade e risco em Minas Gerais ganharam um importante aliado na luta para a sua inclusão e acesso aos bens e serviços socioassistenciais. O projeto de lei 113/2007, ex-projeto de lei nº 3.287/2006, que institui a Política Estadual de Assistência Social (Peas), de autoria de André Quintão, foi aprovado em segundo turno na última quinta-feira. O Estado passa a ser o primeiro do país a contar com uma lei para a regulamentação e organização do Sistema Único de Assistência Social. “O Congresso Nacional está prestes a votar um projeto similar, mas a Assembleia Legislativa, já fez a sua parte e foi precursora”.

A lei institui a proteção básica e especial e estabelece como competência do Estado a transferência de recursos para os municípios, de forma automática e regular, por meio do piso de proteção social. Ela também autoriza que recursos repassados para cofinanciamento da assistência social aos municípios possam ser gastos com o pagamento de profissionais. André observa que a aprovação do PL 113/2007 significa um passo para a desburocratização de ações fundamentais, já que os gestores contarão com recursos de forma mais ágil para a assistência social em seus municípios.

“Essa é uma importante vitória de todos os gestores, trabalhadores, conselhos, movimentos e entidades de assistência social que contribuíram na formulação desta lei. Agora teremos um instrumento para garantir o comprometimento do Estado no enfrentamento das desigualdades socioterritoriais, na inclusão e equidade de cidadãos e grupos específicos. Mas, apesar da comemoração, sabemos que, com essa aprovação, abrimos outra frente de luta, que é a de fiscalização para a consolidação dessa política em Minas Gerais”, afirmou.

A lei segue, agora, para a sanção do governo do Estado.

 

Lei vai coibir assédio moral

Os deputados André Quintão e Sargento Rodrigues são autores do Projeto de Lei Complementar (PLC) 45/2008, que pune o assédio moral no âmbito da administração pública direta e indireta dos poderes do Estado de Minas Gerais. Aprovado em segundo turno, o projeto considera como assédio moral qualquer conduta de agente público que tenha por objetivo ou efeito degradar condições de trabalho de outro agente público, além de atentar contra seus direitos ou sua dignidade, comprometer sua saúde física, mental ou o seu desenvolvimento profissional.

Para que a conduta seja considerada assédio é preciso que o agente assediado tenha sua autoestima, segurança e imagem desqualificadas, reiteradamente, através de palavras, gestos ou atitudes; haja desrespeito de qualquer limitação individual decorrente de doença física ou psíquica; além de outras ações resultantes de relações autoritárias, desumanas e aéticas.

A prática de assédio será apurada por processo administrativo e o agente público que cometer assédio moral poderá ser punido com repreensão, suspensão e demissão.

Para combater o assédio moral, o projeto prevê que a administração pública deverá tomar medidas preventivas com a promoção de cursos de formação e treinamento, de debates e palestras; de acompanhamento de informações estatísticas sobre licenças médicas concedidas em função de patologia associada ao assédio moral.

O PLC segue agora para aprovação do governador.

 

 

Assistentes sociais judiciais têm adicional garantido em lei
Foi aprovado em segundo turno, o projeto de lei nº 5.038/2010, que garante a todos os assistentes sociais judiciais o pagamento dos adicionais de insalubridade e de periculosidade. Este pagamento, que encontra-se previsto no artigo 12, da lei nº 10.856, de 5/8/92, era pago somente àqueles funcionários que tinham a caracterização do exercício de trabalho habitual com risco de vida. Agora, pelo projeto, todos os assistentes sociais judiciais passarão a contar com o pagamento do adicional.


André é diplomado
para terceiro mandato

André Quintão foi diplomado na última sexta-feira, dia 17, para o exercício de seu terceiro mandato como deputado estadual de Minas Gerais. O evento, que ocorreu no Grande Teatro do Palácio das Artes, está previsto na legislação eleitoral e consiste na entrega de diploma a todos os deputados estaduais e federais, governador, senadores eleitos no pleito de 2010. Os diplomas têm o registro da votação obtida pelo candidato e o total de votos válidos na respectiva eleição.


 
 
   
 
 


Edição:
Cândida Canêdo | Programação Visual: Anderson Rodrigo |Fotos: ALMG

 
 

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